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Novas
saídas para
hérnias de disco
Um dos
principais males da coluna, as
hérnias de disco agora podem ser tratadas
com cirurgias minimamente invasivas
José
Ricardo Pécora,
Wilson Dratcu, Antônio
Carlos Fernandes e Pil Sun Choi
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Dratcu,
Choi, Pécora e Fernandes:
técnicas inovadoras na AACD |
Os
avanços tecnológicos trouxeram profundas
mudanças no desenvolvimento da medicina. Aliada à
necessidade de sanar o problema do paciente está a
preocupação de devolvê-lo ao mercado de
trabalho o mais breve possível. Isso se traduz na procura
por tratamentos de menor risco, com períodos de
recuperação mais breves.
As
dores nas costas –
também conhecidas como lom-
balgia ou lombociatalgia – são a primeira causa de
incapacidade para o trabalho em adultos com menos de
45 anos. Nos Estados Unidos o custo anual estimado para
o tratamento de patologias da coluna é de US$ 80
bilhões
a US$ 100 bilhões ao ano. A gravidade desta
situação
levou o Conselho das Sociedades de Coluna Vertebral
dos EUA a decretar esta como a Década da Coluna (2001-2010),
para incrementar as pesquisas.
Entre as doenças que atingem a coluna estão as
hérnias de disco. Em alguns casos o problema pode ser
resolvido com cirurgia. Foram criadas as técnicas
cirúrgicas minimamente invasivas, já aplicadas
nos centros mais avançados do mundo. Elas não
são indicadas em todos os casos, isso porque não
existe um, mas vários tipos de hérnias.
Os
procedimentos minimamente invasivos são feitos por meio de
pequenos cortes (incisões) nas costas, que permitem a
entrada de uma cânula. O instrumento vai direto ao ponto
permitindo a retirada da hérnia. Todo o procedimento
é acompanhado em um monitor. Isso é
possível porque a cânula introduzida acopla uma
microcâmera, como nas videolaparoscopias. Em muitos casos a
anestesia pode ser local, proporcionando a alta do paciente no mesmo
dia.
No
Brasil esta novidade já chegou. O Hospital Abreu
Sodré, que faz parte do complexo central da AACD
(Associação de Assistência à
Criança Deficiente), é o único do
Brasil com todos os equipamentos necessários para realizar
os três
tipos de cirurgias minimamente invasivas existentes: a
endoscópica pela técnica de Destandau; a
artroscópica pela técnica YESS e a Nucleoplastia.
Os procedimentos diferem entre si pela concepção
dos equipamentos e pelo tipo de hérnia que vai ser tratada.
Para
difundir as novas técnicas junto à comunidade
médica, o Grupo de Estudos de Cirurgias
Ortopédicas Minimamente Invasivas do Hospital Abreu
Sodré realiza nos dias 16 e 17 próximos o
Simpósio Internacional de Tratamento Minima-
mente Invasivo da Dor Cervical e Lombar. A idéia
é mostrar as vantagens das técnicas para que os
cirurgiões ortopedis-
tas possam beneficiar um número cada vez maior de pessoas.
Os
médicos José
Ricardo Pécora, Wilson Dratcu,
Antônio Carlos Fernandes e Pil Sun Choi
integram o
Grupo de Estudos de Cirurgias Ortopédicas Minimamente
Invasivas do Hospital Abreu Sodré, em São Paulo |
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